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sedentarismo é um dos principais problemas da sociedade contemporânea. Com o avanço dos recursos tecnológicos, cada vez precisamos fazer menos esforço físico. Controle remoto, escada rolante, elevadores, direção hidráulica e, principalmente, os grandes vilões para as crianças, videogame, internet e televisão. O crescimento da violência, os problemas do trânsito, entre outros, tornam ainda mais difícil sair de casa, fazendo com que os pais reforcem o hábito do sedentarismo.
Do ponto de vista médico, consideramos prejudicial todo o tempo que exceda duas horas diárias em atividades sedentárias. O sedentarismo é um dos principais causadores da obesidade, aliado aos hábitos alimentares inadequados e a questões genéticas. Além das doenças causadas pela obesidade, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, entre outras, o sedentarismo é prejudicial ao crescimento e ao desenvolvimento de habilidades neurológicas e motoras.
A principal estratégia no combate ao sedentarismo infantil é promover brincadeiras que exijam atividade física. Tornar a prática de exercícios físicos uma atividade lúdica faz com que não seja vista como uma obrigação ou até um castigo. O tempo da TV, videogame e internet deve ser restrito ao máximo de duas horas. Se não houver um espaço adequado, como o clube, uma praça, uma quadra, a atividade pode ser uma caminhada pelas calçadas do bairro, ou feita em casa mesmo, como dançar ou brincar com uma peteca. Outras boas opções nos dias de hoje são as escolinhas de esportes e natação.
Os pais sempre devem se lembrar que seja no ballet, com a bicicleta, no futebol, no judô ou na brincadeira de queimada, as crianças ganham em todos os aspectos, pois evitam o sedentarismo, combatem a obesidade, treinam a disciplina e a concentração, aprendem a trabalhar coletivamente, promovem o crescimento, melhoram o equilíbrio emocional, ou seja, brincar é um remédio sem contra-indicações para melhorar a saúde.
Doutor Cristiano Túlio Maciel Albuquerque.
Endocrinologista Pediátrico do Hospital São Camilo.