No momento mais importante

Pais de recém nascidos procuram a musicalização, por muitas vezes, apenas como uma forma de distração e acalmamento para seus “pequeninos”. Já nos primeiros encontros surpreendem-se com as reações aos estímulos musicais/sonoros.
A pulsação é rapidamente assimilada pelo bebê, por se tratar de um fenômeno também humano, e desenvolvida de forma lúdica e prazeirosa. As melodias são cantadas de forma doce pelos educadores e pelos pais (ou acompanhante), reforçando os laços de afetividade e segurança. Este é um momento exclusivo e um previlégio para pais e filhos que podem desfrutar dessa interação através da linguagem musical. Esse contato tão especial propicia, além dos benefícios cognitivos e motores para o bebê, a oportunidade de trabalhar as potencialidades musicais de ambos.
Com a musicalização pode-se vivenciar com muita clareza o desenvolvimento do recém nascido como um todo, de forma plena e única.
No segundo ano de vida, com o bebê tornando-se criança, aspectos como a socialização e o reconhecimento de alguns instrumentos e elementos musicais são mais estimulados, até que a criança inicie o estudo de instrumentos específicos, como o piano, a flauta ou o violino, aos 4 ou 5 anos.
A musicalização infantil é, antes de tudo, um processo educacional que caminha junto à criança na sua formação como ser humano.

Andréa Júlia Avellar
Pedagoga, musicista, educadora musical e coordenadora do curso de musicalização infantil da INTEGRAR