Todo pediatra tem ouvido freqüentemente esta pergunta. A fim de esclarecer as mães e famílias, surgiu a idéia de se escrever um texto esclarecendo as dúvidas mais freqüente sobre a gripe suína e a vacina.
A influenza A é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus H1N1. Este vírus é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas. Ele é diferente do da gripe comum, porém os sintomas são praticamente os mesmos: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza.
Sabe-se hoje que, mais de 90% dos casos de gripe vêm sendo causados pelo vírus H1N1 e que a maioria dos quadros são leves. Porém, no ano passado passamos por uma pandemia e muitas pessoas saudáveis morreram. Este ano será diferente, pois laboratórios desenvolveram a vacina contra o vírus e o governo brasileiro adquiriu 113 milhões de doses. Além disso, vem fazendo investimentos para que a vacina seja produzida pelo Instituto Butantan.
Os grupos prioritários foram definidos em parceria com representantes de sociedades científicas, estados e municípios e entidades de classe. Também levaram-se em conta as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados epidemiológicos da primeira pandemia no Brasil e a experiência dos países do Hemisfério Norte. Nas Américas, apenas Brasil, Estados Unidos e Canadá incluíram na vacinação crianças entre seis meses e dois anos, idosos e pessoas de 20 a 39 anos. Crianças menores de 6 meses não devem receber a vacina em razão da ausência de resposta imunológica, ou seja, a proteção não é garantida.
As crianças de 6 meses a 3 anos devem receber duas meia doses da mesma vacina aplicada nos outros grupos, com intervalo de 3 semanas. A vacina registra uma efetividade média maior que 95%, após 21 dias da segunda dose.
A vacinação acontecerá no período de 8 de março a 21 de maio de 2010, e é importante ficar de olho no calendário.
Além disso, é importante ressaltar as formas de se proteger da doença através de cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos com frequência, não compartilhar alimentos e objetos pessoais e de cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável ao tossir ou espirrar.
Dra. Ana Elisa Ribeiro Fernandes
Pediatra – Colo de Mãe
Fonte: Ministério da Saúde